Brasil quebra recorde histórico de delegação para os Jogos Paralímpicos de Inverno

Com oito integrantes e 100% de apoio do Bolsa Atleta, país disputará duas modalidades em Milão-Cortina com chances reais de pódio

Cristian Ribera esqui cross-country — Foto: Marcio Rodrigues/MPIX/CPB

Por Vinicius Spada

Mesmo antes da abertura de abertura dos Jogos Paralímpicos de Inverno de Milão-Cortina, marcada para o dia 6 de março, o Brasil já celebra um marco histórico. A delegação brasileira contará com oito atletas convocados, superando o recorde anterior de Pequim 2022, quando seis competidores representaram o país.

 

Este crescimento é acompanhado pela consolidação dos mecanismos de auxílio ao atleta: 100% dos convocados para as Paralimpíadas são beneficiários do programa Bolsa Atleta. No panorama geral, somando as delegações Olímpica (14 atletas) e Paralímpica (8), 17 dos 22 esportistas brasileiros na Itália já contaram ou contam com o apoio do programa. Isso reforça a importância de iniciativas de incentivos ao esporte, sendo pilares que viabilizam o alto rendimento em modalidades de inverno no país.

 

"O recorde de atletas em Milão-Cortina é o resultado direto de um ciclo de investimentos contínuos. Na Brada, vemos como os leis de incentivo e a Bolsa Atleta são necessários para remover barreiras e democratizar o acesso ao esporte, permitindo que os talentos nacionais alcancem o alto rendimento e transformem a sociedade através de seus exemplos", afirma Vanessa Pires, especialista em Leis de Incentivo Fiscal e CEO da Brada. 

 

Como chega ao Brasil para a competição

 

As seis modalidades em disputa nos Jogos — Esqui Cross-country, Curling em Cadeira de Rodas, Esqui Alpino, Biatlo, Hóquei no Gelo e Snowboard — o Brasil competirá em duas: Esqui Cross-country e Snowboard.

 

Uma delegação chega a Itália com altas expectativas e chances reais de conquistar uma medalha inédita. No esqui cross-country paralímpico, quatro atletas figuram no Top 30 do ranking global. O grande destaque é Cristian Ribera, atual número um do mundo e dono do melhor resultado brasileiro na história da competição (6º lugar em PyeongChang 2018). Ao seu lado, a veterana Aline Rocha, sexta colocada no ranking geral e primeira brasileira a disputar uma Paralimpíada de Inverno, reforça o favoritismo nacional.

 

O grupo também aposta no vigor da nova geração. O novato Wellington Silva, integrante mais jovem do tempo, chega credenciado por um ciclo vitorioso, incluindo quatro ouros na Copa Continental na Argentina (2026) e prata na Copa do Mundo da Noruega (2023). Além de Wellington, as estreantes Vitória Machado e Elena Sena completaram a equipe brasileira.

 

Os Jogos Paralímpicos de Inverno de Milão-Cortina acontecem de 6 a 15 de março, com transmissão ao vivo pelo Grupo Globo. 

*Com informações Press FC

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