Cinco dicas para levar o Mundial de Futebol para dentro da escola

Educadora explica como o esporte pode estimular o trabalho em equipe e aproximar os alunos de temas como história, geografia, matemática e cidadania

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Por Erika Ricci

O Mundial de Futebol movimenta as rodas de conversa em casa, nas ruas, nas redes sociais e também dentro das escolas. Em ano de competição, o interesse dos estudantes por seleções, jogadores, bandeiras, placares e histórias de diferentes países pode sair do lugar da torcida e entrar no planejamento pedagógico como ferramenta de aprendizagem.

Para os educadores, o torneio oferece uma oportunidade concreta de aproximar o conteúdo das aulas da rotina dos alunos. “O Mundial de Futebol desperta uma curiosidade natural e a escola pode aproveitar isso para tornar o aprendizado mais significativo. Quando o estudante percebe que aquilo que ele acompanha fora da sala também pode ser estudado dentro dela, o conhecimento ganha sentido e se aproxima da realidade”, afirma Marizane Piergentile, diretora da Rede Adventista de Educação no Vale do Paraíba.

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Segundo a educadora, o principal cuidado é não reduzir o tema a enfeites, murais ou pausas no calendário escola, já que o futebol pode ser usado como ponto de partida para pesquisas, leitura de dados, produção textual, debates e projetos interdisciplinares. 

“Uma das formas mais simples de levar o Mundial de Futebol para a sala de aula é trabalhar a geografia dos países participantes. A partir das seleções classificadas, os alunos podem localizar continentes, capitais, idiomas, moedas, climas e costumes. A atividade amplia o repertório cultural e ajuda a reduzir estereótipos, porque mostra que cada bandeira representa uma história, uma população e um território”, comenta Marizane.

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Os resultados dos jogos também podem apoiar o ensino da matemática. Tabelas, pontuação, saldo de gols, porcentagens, estatísticas e probabilidades tornam os números mais próximos do cotidiano dos estudantes. Ao calcular a chance de uma seleção avançar de fase ou comparar o desempenho de equipes em uma tabela, o aluno trabalha raciocínio lógico a partir de uma situação que já desperta atenção.

De acordo com a diretora da Rede Adventista de Educação, o torneio ainda pode estimular a leitura e a produção de textos com reportagens, perfis de atletas, crônicas esportivas, entrevistas simuladas, resenhas de jogos e pesquisas sobre a história dos mundiais que ajudam a desenvolver vocabulário, interpretação e argumentação. “Outro caminho é usar o esporte para discutir cidadania. Dentro de campo, há regras, árbitros, funções, combinados, responsabilidades e consequências, dinâmica que pode ajudar a conversar sobre respeito, ética, inclusão, convivência e cooperação. Assim como um time não funciona quando cada jogador atua sozinho, a sala de aula também depende de escuta, participação e responsabilidade coletiva”, afirma.

Por fim, o Mundial de Futebol também pode inspirar projetos práticos entre diferentes disciplinas. Feiras culturais sobre os países participantes, murais informativos, jogos cooperativos, pesquisas sobre alimentação dos atletas, debates sobre saúde e apresentações sobre músicas, danças e tradições de outras nações transformam a competição em uma experiência educativa mais ampla.

“Talvez o maior aprendizado que o Mundial de Futebol possa deixar na escola não esteja no placar, mas no percurso. Uma seleção não chega preparada por acaso, existe treino, escuta, disciplina, erro, recomeço e confiança no outro. Quando o aluno entende isso, ele passa a olhar também para a própria trajetória com mais paciência e responsabilidade. A escola pode mostrar que vencer não é apenas levantar uma taça, mas aprender a caminhar junto, respeitar regras, lidar com frustrações e reconhecer que cada pessoa tem um papel importante dentro de um grupo”, finaliza a mestre e pedagoga Marizane Piergentile. 

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Sobre o Adventista - A Rede Adventista de Educação integra um dos maiores sistemas privados de ensino do mundo, presente em mais de 100 países e formado por milhares de instituições educacionais. No Brasil, a rede reúne centenas de unidades e oferece ensino desde a educação infantil até o superior, com uma proposta pedagógica voltada à formação integral do estudante. O modelo segue a educação confessional, que integra excelência acadêmica à formação baseada em valores.

Tecnologia educacional, desenvolvimento socioemocional e atividades culturais, esportivas e comunitárias fazem parte da rotina com o objetivo de estimular autonomia, pensamento crítico e convivência cidadã no ambiente escolar.

No estado de São Paulo, as unidades são organizadas por regionais administrativas, que acompanham a aplicação do sistema pedagógico e garantem a qualidade acadêmica. No Vale do Paraíba, a rede é coordenada pela Associação Paulista do Vale (APV), que gerencia nove escolas nas cidades de Lorena, Taubaté, São José dos Campos, Jacareí, Guarulhos (duas unidades), Caraguatatuba, Bragança Paulista e Mogi das Cruzes. A décima unidade da regional está em processo de implantação em Atibaia e tem previsão de funcionamento para 2027.

 

*Com informações Maxima Asssessoria de Imprensa

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