Marcelo, o “Velhinho” incansável do Maricá F.C

Aos 38 anos, capitão e camisa 10 apresenta desempenho físico semelhante ao dos mais jovens do elenco e segue como destaque e referência no Tsunami

Marcelo marcou o gol que colocou o Maricá F.C. em vantagem na disputa por uma vaga nas semifinais da Copa Rio. - Créditos: Bruno Maia/Comunicação Maricá F.C

Por: Chico Silva & Lucas Costa

O gol que colocou o Maricá F.C em vantagem nas quartas de final da Copa Rio contra o Boavista tem a assinatura de um dos atletas mais experientes do elenco. Aos 38 anos, o meia Marcelo voltou a ser decisivo na vitória por 1 a 0 sobre o Boavista, no clássico regional disputado na última quarta-feira, no Estádio João Saldanha. Capitão da equipe e dono da camisa 10, ele chegou ao quarto gol na temporada e ocupa a vice artilharia do time em 2026.
 

Carinhosamente chamado de “Velhinho” pelos companheiros, o meia segue demonstrando intensidade, vigor físico e uma entrega que impressionam a comissão técnica e o próprio elenco. Inspirado em exemplos de longevidade no futebol, como Cristiano Ronaldo, Messi e Modric, atletas próximos da sua faixa etária, Marcelo desafia o tempo e apresenta números semelhantes aos dos jogadores mais jovens do grupo.
 

Os dados comprovam esse desempenho. Segundo o Departamento de Fisiologia do Maricá F.C, Marcelo percorre, em média, 12 quilômetros por partida, marca que está dentro da média do elenco. Em três jogos nesta temporada, porém, o camisa 10 superou a própria marca e alcançou a impressionante marca de 14 quilômetros percorridos durante os 90 minutos.
 

Além da alta quilometragem, o meia já registrou picos de sprints de aproximadamente 35 km/h, desempenho que o coloca no chamado “padrão ouro” de sua condição física. Os índices reforçam o excelente momento do capitão, que, mesmo aos 38 anos, segue entre os atletas de melhor rendimento físico do grupo.
 

Disciplina e recuperação
 

A longevidade em alto nível, segundo o próprio camisa 10, é resultado de uma rotina de disciplina fora das quatro linhas. Marcelo explica que, com o passar dos anos, passou a dar ainda mais atenção à recuperação física, à alimentação e ao descanso após as partidas para manter o rendimento em campo.
 

“Hoje eu me cuido muito mais do que quando era mais novo. Procuro fazer tudo da melhor forma possível, principalmente na questão da suplementação e do sono. Também temos o trabalho do Cadu (Carlos Eduardo Neves, nutricionista), que nos ajuda nessa parte da suplementação, além de toda a comissão técnica, que nos dá o suporte necessário no dia a dia. Acho que tudo isso contribui para que eu consiga manter um bom rendimento e ajudar a equipe”, afirmou o meia.

Aos 38 anos, meia mantém alto nível físico e impressiona pela intensidade dentro de campo. - Créditos: Bruno Maia/Comunicação Maricá F.C

 

Gol decisivo
 

Na partida contra o Boavista, a recompensa veio aos 22 minutos do segundo tempo. Marcelo arriscou de fora da área. O chute desviou no zagueiro Pedro Vitor e morreu no fundo da rede, garantindo a vantagem do Tsunami na disputa por uma vaga nas semifinais da Copa Rio.
 

O meia fez questão de dividir os méritos da vitória com todo o grupo e lembrou que a classificação ainda está em aberto.
 

“Primeiro, quero agradecer a toda a equipe e a toda a comissão, que trabalham diariamente para que esses resultados aconteçam. A gente mereceu essa vitória pelo que construiu durante a partida, mas esse foi apenas o primeiro tempo dessa batalha. Precisamos manter os pés no chão, continuar trabalhando, porque na semana que vem teremos outra guerra pela frente”, afirmou o “vovô garoto”.
 

Homenagem aos filhos
 

Marcelo também revelou quem inspirou a comemoração do gol que pode ser decisivo na caminhada do Tsunami rumo ao bicampeonato da Copa Rio.
 

“Esse gol é para os meus filhos, Otto e Adam. Na semana passada, eles brincaram comigo, perguntando quando eu faria um gol para eles. Graças a Deus consegui marcar e dedico esse momento a eles. É uma felicidade enorme poder viver isso e ajudar o Maricá F.C em um jogo tão importante”, completou Marcelo.
 

Mais do que os gols e as assistências, Marcelo segue mostrando que a experiência continua sendo uma de suas maiores virtudes. Aos 38 anos, o “Velhinho” mantém a intensidade, inspira pelo exemplo e segue escrevendo seu nome na história recente do Maricá F.C. Enquanto a idade vira motivo para as brincadeiras no elenco, a nota dentro de campo continua sendo a do seu número de camisa: 10.
 

Marcelo e o elenco seguem em preparação no CT Arena Trops, em Niterói, para o jogo de volta das quartas de final da Copa Rio, na próxima quarta-feira, contra o Boavista, na vizinha Saquarema. Um empate no clássico regional garante a classificação e deixa o time a quatro jogos de repetir o feito de 2024 e conquistar o bicampeonato do torneio estadual.

Carinhosamente chamado de “Velhinho” pelo grupo, Marcelo é o vice-artilheiro do Tsunami na temporada, com quatro gols marcados. - Créditos: Bruno Maia/Comunicação Maricá F.C

 

*Com informações Avenida Comunicação | Ascom Maricá FC

 

 

 

 

 

 

 

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