Ronaldinho é apresentado pelo Ravenna e planeja retorno aos gramados aos 46 anos

Acionista do clube italiano, ex-camisa 10 poderá disputar uma partida oficial e busca alcançar a marca simbólica de 300 gols na carreira

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Da Redação

O “Bruxo” quer fazer magia novamente no futebol mundial. Onze anos depois de sua última partida oficial, Ronaldinho Gaúcho poderá voltar aos gramados aos 46 anos. O brasileiro foi apresentado pelo Ravenna, clube que disputa a terceira divisão da Itália, e poderá ser inscrito para atuar pela equipe durante a temporada 2026/2027.

A possível participação faz parte de um projeto esportivo, institucional e comercial. Ronaldinho também passa a integrar o Ravenna como acionista e terá papel estratégico na divulgação internacional da marca do clube.

O acordo foi anunciado em junho, sob a identidade “R10”, durante um evento que reuniu dirigentes, parceiros e convidados. A intenção é aproveitar a projeção mundial do ex-jogador para ampliar a visibilidade do Ravenna e fortalecer o processo de expansão da equipe.

Ronaldinho deve participar de um treino aberto para os torcedores nesta sexta (Foto: Reprodução/Fifa)

 

Em busca do gol 300

Embora não exista previsão para Ronaldinho participar regularmente das competições, o projeto prevê que o craque dispute pelo menos uma partida oficial com a camisa do Ravenna. Um dos objetivos anunciados é alcançar a marca simbólica de 300 gols na carreira, número que pode variar conforme os critérios utilizados na contagem de amistosos e jogos oficiais.

A confirmação da presença em campo ainda dependerá das condições físicas do brasileiro e da decisão da comissão técnica comandada por Andrea Mandorlini.

— Estou muito feliz por estar aqui com meus amigos. Vamos esperar para ver como a equipe se sai. Estou aqui para ajudar, inspirar e motivar os jogadores a terem uma temporada espetacular — declarou Ronaldinho durante a apresentação.

O último jogo oficial do brasileiro aconteceu em 2015, quando defendia o Fluminense. Desde então, Ronaldinho participou de amistosos, partidas festivas e eventos internacionais, mas não voltou a atuar profissionalmente por um clube.

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Relação com o presidente do Ravenna

A aproximação com o futebol italiano passa pela amizade de Ronaldinho com Ignazio Cipriani, presidente e proprietário do Ravenna. O empresário pertence à família ligada ao tradicional grupo de restaurantes Cipriani e lidera o projeto de crescimento esportivo e comercial da equipe.

Além da possível partida pelo clube, Ronaldinho estuda realizar uma turnê internacional de despedida. A programação incluiria jogos festivos em diferentes países e permitiria ao ex-camisa 10 encerrar oficialmente sua trajetória dentro de campo.

Campeão mundial com a Seleção Brasileira em 2002, Ronaldinho também defendeu Grêmio, Paris Saint-Germain, Barcelona, Milan, Flamengo, Atlético-MG, Querétaro e Fluminense. Foi eleito duas vezes o melhor jogador do mundo pela Fifa, em 2004 e 2005, e conquistou a Bola de Ouro em 2005.

Ronaldinho Gaucho "O Bruxo". - Reprodução

 

Veteranos desafiam o tempo no futebol

Se entrar em campo pelo Ravenna, Ronaldinho passará a integrar uma relação de veteranos que seguem vinculados ao futebol profissional. No Brasil, nomes como Nenê, de 45 anos, atualmente no Botafogo-PB, e o goleiro Fábio, também com 45, no Fluminense, continuam atuando em alto nível.

Nenhum deles, porém, aproxima-se da longevidade do japonês Kazuyoshi Miura. Conhecido como “King Kazu”, o atacante defende o Fukushima United, da terceira divisão japonesa, e segue em atividade aos 59 anos.

Miura iniciou a carreira profissional em 1986 e teve passagem pelo futebol brasileiro, onde defendeu equipes como Santos, Palmeiras, CRB, XV de Jaú e Coritiba. Em 2026, o veterano chegou à sua 42ª temporada como profissional e renovou o empréstimo com o Fukushima até junho de 2027.

O japonês também se tornou o jogador mais velho a marcar pela Copa do Imperador. Aos 59 anos, cinco meses e 24 dias, converteu dois pênaltis na vitória do Fukushima United por 7 a 0 sobre o Oyama Soccer Club.

 

Ditinho é referência de longevidade no Brasil

No futebol brasileiro, o atacante Francimar Rosa dos Santos, conhecido como Ditinho, tornou-se uma das principais referências de longevidade. Aos 53 anos, ele voltou a disputar o Campeonato Mineiro pela URT em 2026 e foi apontado, com base nos registros da CBF, como o jogador profissional mais velho em atividade no país.

Nascido em 21 de março de 1972, Ditinho construiu grande identificação com a equipe de Patos de Minas. O atacante retornou a uma partida da elite estadual depois de duas décadas e ampliou uma trajetória marcada pela perseverança dentro e fora dos gramados.

 

Recordes possuem critérios diferentes

A definição do jogador mais velho da história depende dos critérios adotados por cada entidade. O Guinness World Records reconheceu o goleiro israelense Isaak Hayik por disputar uma partida aos 73 anos, em 2019.

O egípcio Ezzeldin Bahader também entrou para o Guinness ao atuar profissionalmente e marcar aos 74 anos, em 2020. No entanto, esses registros ocorreram em divisões inferiores e por períodos limitados.

Kazuyoshi Miura é tratado como a principal referência mundial de longevidade pela continuidade da carreira, pelo número de temporadas e pela participação regular em competições profissionais. Uma história que mostra que, para alguns craques, a idade está longe de representar o apito final.

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